“Cachoeira”, “Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo”, “Dia 1 p.m.”,“A Banda dos 7” e “Mens Sana in Corpore Sano” encerram a mostra de curtas e médias do CEN 2011

Cinco filmes foram exibidos na última noite da Mostra competitiva de curtas e médias-metragens do CineEsquemaNovo 2011: “Cachoeira”, de Sérgio José de Andrade, “Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo”, de Rodrigo John, “Dia 1 p.m.”, de Aly Muritiba, “A Banda dos 7”, de Sara Ramo, “Mens Sana in Corpore Sano”, de Juliano Dornelles. O debate foi mediado por Alisson Avila, sócio do CEN (para ler as entrevistas dos realizadores ao blog do CEN basta clicar nos nomes dos filmes).

Realizadores durante o debate após a mostra. Foto de Roberto Vinicius.

Cachoeira” (AM), de Sérgio Jose de Andrade, procurou retratar um grupo de jovens indígenas de uma maneira não caricata. Ao invés dos elementos que geralmente estão associados à questão, foi trazido o tema do alcoolismo, mas ao mesmo tempo o filme dialoga com a os mitos que envolvem a lenda indígena colocada pelos personagens.

“Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo” (RS), de Rodrigo John, surgiu a partir de um pesadelo que o realizador teve.  Feito em animação 2D para buscar uma estilização, o curta brinca com a idéia de um dia normal do personagem que não busca salvação, apenas vive.

“Dia 1 p.m.” (BA), de Aly Muritiba, mostra a relação entre familiares durante uma briga real, mas que foi encenada para o filme. O registro da familia, parte de um projeto do realizador, relaciona-se as mudanças que ocorrem quando se sai de casa. Há uma mise-en-scène criada pela presença da câmera, mas que é quebrada em um dos momentos do filme. O realizador comentou que foi a primeira vez que assistiu ao trabalho na tela de um festival e isso o fez refletir sobre a exposição da família e dele próprio.

A “Banda dos 7″ (MG), de Sara Ramo, é um trabalho que prima pelo desenho som e fotografia. Exibido pela primeira vez em uma sala de cinema, o curta foi pensado primeiramente como uma videoinstalação. Para a realizadora, o trabalho inaugura outras dimensões e tem um ganho significativo quando apresentado na tela.

A produção “Mens Sana in Corpore Sano” (PE), de Juliano Dornelles tem um impacto visual forte que parte do interesse do realizador por temas que causem reação. Os planos, a montagem e a fotografia convergem para a apresentação de um personagem que traz ao mesmo tempo um tom ficcional e documental para a trama. Para Juliano, o filme se deve muito ao “tesão” que o fisiculturista teve pela história.

Debate no útimo dia da mostra de curtas e médias. Foto de Roberto Vinicius

Francine Nunes

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