Cinema sim!*

Arlindo Machado, em seu PRÉ-CINEMAS & PÓS-CINEMAS (1997), nos diz: “Fica cada vez mais difícil falar em cinema stricto sensu ou mesmo em vídeo stricto sensu, quando os meios se imbricam uns nos outros e se influenciam mutuamente, a ponto de, muitas vezes, tornar-se impossível classificar um trabalho em categorias como cinema, vídeo, televisão, computação gráfica ou seja lá o que for. Talvez seja melhor falar simplesmente de cinema, no sentido expandido de kinema-ématos + gráphein ou seja, a “arte em movimento“.

É nesse sentido que somos o Festival de Cinema de Porto Alegre. Desde o começo e ainda hoje nossa intenção é aproximar e misturar as coisas: película e vídeo; cineastas e artistas visuais; salas de cinema, galerias de arte e as ruas da cidade. A investigação se dá no tempo e principalmente no espaço. Quais são os lugares dos filmes produzidos na contemporaneidade? Como exibi-los? A heterogeinedade da imagem em movimento que vemos ser produzida hoje nos traz todas estas perguntas, às quais tentamos responder através das atividades do festival, das conversas com os realizadores e é claro, através de novas perguntas que a gente lança pra quem quiser entrar no jogo.

Morgana Rissinger

* título de evento promovido pelo Itaú Cultural em 2008 cujo tema de discussão eram as fricções entre o cinema e as artes visuais.

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