Mostra Ways of Seeing / Forum Expanded – Programa Gauging

14 de novembro, sexta-feira, às 21h30
18 de novembro, terça-feira, às 18h30
Sala PF Gastal (Usina do Gasômetro – Av. Pres. João Goulart, 551/3º andar)

Line Describing a Cone
Anthony McCall; EUA; 1973; 30min

Captura de ecrã - 2014-11-07, 21.22.43Um lendário clássico do Expanded Cinena. Em uma sala cheia de fumaça e neblina, um único ponto branco gradualmente se transforma em um círculo na tela de exibição. Na mesma sala, o único raio de luz projeta esse ponto que se torna um cone luminoso, com o qual a audiência pode interagir. A mágica do cinema torna-se uma experiência tangível. A fumaça não tem que necessariamente distorcer a visão, pelo contrário, pode tornar algo mais visível, ou seja, torna-se aquilo que chamamos de cinema: Um manto de luz expandindo-se no espaço e tempo, modelado pelo artista, desaparecendo mais rápido do que surge. LINE DESCRIBING A CONE faz o espectador acreditar que é capaz de tocar o filme. Aqui, o intangível resulta na experiência cinematográfica mais imediata e física possível.

“Embora, inevitavelmente haja uma parede que limitará o alcance da luz, uma tela não é necessária… O filme começa como um lápis de luz coerente, como um raio e se transforma, durante 30 minutos, em um cone de luz. Não existe ilusão, apenas uma experiência primária, não secundária: o espaço é real, não referencial; o tempo é real, não referencial.” Anthony McCall


Bruce Lee in the Land of Balzac
Maria Thereza Alves; FRA; 2007; 3min

Captura de ecrã - 2014-11-07, 21.23.34O que uma artista brasileira faz quando confrontada com a vasta beleza das paisagens francesas? Honoré de Balzac escreveu precisamente sobre isso. Particularmente sobre a região de Sache; e a natureza se curva pela normalidade da comunidade local. Aqui Alves introduz o “outro” retirado, mas agora recolocado no contexto – e não há volta. (Maria Thereza Alves)


Coffee
Ayse Erkmen; TUR; 2007; 25min

Captura de ecrã - 2014-11-07, 21.25.05COFFEE é um curta sobre previsões do futuro feitas através das marcas deixadas pela borra de café. O filme começa com a imagem de um cachorro que anuncia o começo do entretenimento, mas que também testemunha tudo que será contado nessa história. O adivinho revela para uma mulher (a própria artista, cuja sorte está sendo lida na borra de café) o que está acontecendo e poderá acontecer em sua vida no futuro próximo. A história é cheia de personagens, objetos, eventos e rumores estranhos e obscuros. Todos esses elementos constroem um imagético fortemente imaginativo e colorido através de uma linguagem seca e inteligente.

“COFFEE constrói com e em seus locutores clássicos, emoldurando o espaço cinematográfico – a espacialidade do cinema – entre o adivinho que lê borras de café e sua cliente. As manchas na xícara tornam-se projeções de um filme feito de desejos, memórias, especulações, processos de nomeação, interpretação e recusa.” (Stefanie Schulte Strathaus)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *