Filmes, Projeções, Videoinstalações: os selecionados da Competição Brasil do CEN 2016

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Após meses de assistência e muito debate no entorno da construção dos programas (a serem detalhados em breve), o Cine Esquema Novo divulga a lista de obras selecionadas para a sua Competição Brasil de 2016. O festival acontece entre os dias 03 e 10 de Novembro em Porto Alegre na Cinemateca Capitólio (sede oficial do festival), Goethe-Institut Porto Alegre e Instituto Ling.

Tratam-se de filmes, quase-filmes, ensaios visuais, videoperformances, registros, instalações e works in progress que comprovam a vitalidade e multiplicidade da Arte Audiovisual Brasileira - um conceito / proposta capaz de englobar tanto a ideia do cinema quanto das artes visuais. São trabalhos que, ao serem exibidos em conjunto no cinema e em espaços expositivos, compõem um amplo panorama da produção contemporânea nacional.

A partir de quase 600 inscritos, os curadores do festival que desde 2003 promove a diversidade da imagem (Alisson Avila, Gustavo Spolidoro, Jaqueline Beltrame e Ramiro Azecedo) selecionaram 44 obras, das quais 12 serão exibidas enquanto videoinstalações ou experiências expositivas. Serão mais de 35 horas de programação na Competição Brasil, com 14 sessões na Cinemateca Capitólio e em diferentes espaços do Goethe-Institut Porto Alegre e Instituto Ling.

Na semana que antecede as atividades, a equipe curatorial convida o público a olhar para cima: nos últimos dias de outubro, o CEN visitará alguns amigos do evento para realizar miniencontros com projeções de filmes e vinhetas nas paredes dos prédios vizinhos.

 

* Seleção retrata uma produção politicamente mais aguçada. Como era de se esperar, a produção nacional exibida na seleção no CEN 2016 aborda por diversas vezes as diferentes questões sociais e políticas que marcam a agenda brasileira. Este contexto está bem representado no festival este ano, com filmes e instalações que trazem temas como os protestos que tomaram o país (Jovens Infelizes ou um Homem que Grita não é um Urso que Dança, de Thiago B. Mendonça e Da Janela pra Consolação, de Dellani Lima); questões indígenas (Abigail, de Isabel Penoni e Valentina Homem, GRIN, de Roney Freitas e Isael Maxakali e o polêmico Antes o Tempo não Acabava, de Sergio Andrade e Fábio Baldo; ocupações urbanas (O Teto Sobre Nós, dirigido por Bruno Carboni); o ocaso das migrações (Para Aylan, de Jacson Dias e Maick Hannder); a opressão exercida sobre as mulheres (Why not be Beatiful?, de Sabrina Luna); e, sempre presentes, mas de forma cada vez mais madura e criativa, as questões LGBT, sexualidades e suas liberdades (A Cidade do Futuro, de Cláudio Marques e Marília Hughes, O Último Dia Antes de Zanzibar, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon e Antes o tempo não acabava).

 

* Destaques em Cannes e Berlim. Trabalhos exibidos nos dois maiores festivais do mundo ganham destaque na Competitiva Brasil do CEN 2016. São os casos de Cinema Novo, dirigido por Eryk Rocha, filme-ensaio premiado com o Olho de Ouro em Cannes; A Moça que Dançou com o Diabo, de João Paulo Miranda Maria, que recebeu o Prêmio Especial do Júri na competição pela Palma de Ouro em Cannes; Abigail, exibido na Quinzena dos Realizadores do mesmo festival; Muito Romântico, dos gaúchos da DISTRUKTUR, Melissa Dullius e Gustavo Jahn, artistas radicados em Berlim e que exibiram seu filme autoreferencial na BERLINALE 2016, assim como Antes o Tempo não Acabava, que esteve no Panorama de Berlim.

 

* Produção gaúcha em alta. Não foram poucas as vezes em que a curadoria do evento teve que dar explicações devido à escassa participação de gaúchos no festival. Em 2016, o CEN está inundado por quatorze trabalhos de realizadores por aqui instalados ou que daqui brotaram e foram filmar o mundo. Muitas dessas obras são assumidamente reflexo da convivência destes realizadores com a diversidade das onze edições do CEN. Destaque para o longa Rifle, de Davi Pretto, premiado recentemente no Festival de Brasília, o curta Sesmaria, dirigido por Gabriela Richter Lamas e vencedor de quatro prêmios no Festival de Gramado, o trabalho Superquadra Saci, do artista gaúcho radicado em Recife Cristiano Lenhardt, que faz a abertura do CEN (e que também pode ser conferido na 32ª Bienal de São Paulo com as obras Uma coluna e Trair a espécie) e o longa Muito Romântico, exibido na mostra Forum Expanded da Berlinale 2016 e dirigido pelo duo baseado em Berlim, Melissa Dullius & Gustavo Jahn.

 

* Premiação CEN 2016. O evento de divulgação dos vencedores da Competitiva Brasil ocorre na quinta-feira, 10 de novembro, na Cinemateca Capitólio às 21h, com prêmios em serviços oferecidos por Kiko Ferraz Studios, Lilit Laboratório Digital, Psycho N’ Look e Locall para o trabalho vencedor do Grande Prêmio Cine Esquema Novo.

 

 

O CEN é uma realização da ACENDI – Associação Cine Esquema Novo de Desenvolvimento da Imagem, em correalização com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, através da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal de Cultura e Goethe-Institut Porto Alegre; coprodução da Pátio Vazio e apoio institucional do Instituto Ling, Departamento de Artes Visuais e Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS e Tecna – Centro Tecnológico Audiovisual do RS.

 

A seguir, a lista:

 

SELECIONADOS COMPETIÇÃO BRASIL: PROJEÇÕES E VIDEOINSTALAÇÕES 

 

A maldição tropical, de Luisa Marques & Darks Miranda, 2016, 14min, RJ

Angelus Novus, de Duo Strangloscope (Cláudia Cárdenas&Rafael Schlichting), 2016, 75min, SC

Atlas, de Magda Gebhardt, 2014, 06min, BR (RS) / FRA

Carnívora, de Arthur Tuoto, 2016, 63min, PR

Confidente, de Karen Akerman, Miguel Seabra Lopes, 2016, 12min, RJ

Digitaria ex Machina, de Gabraz, 2015, 23min, BR (RJ) / COL

Habitat, de Raphael Aragão, 2015, 13min, PB

Interlúdio, de Gabraz, 2016, 52min, RJ

Para Aylan, de Jacson Dias e Maick Hannder, 2016, 04min, MG

Receita do que fazer na iminência da falta extrema de água, de Filipe Rossato, Gabriel Pessoto, Henrique S. Ramos e João Gabriel de Queiroz, 2016, 09min, RS

Solon, de Clarissa Campolina, 2016, 16min, MG

Why not be beautiful?, de Sabrina Luna, 2015, 07min, BR (PE) / ALE

 

 

SELECIONADOS COMPETIÇÃO BRASIL: FILMES EM EXIBIÇÃO

 

A Cidade do Futuro, de Cláudio Marques e Marília Hughes, 2016, 75min, BA

A Festa e os Cães, de Leonardo Mouramateus, 2015, 25min, CE

A Moça que Dançou com o Diabo, de João Paulo Miranda Maria, 2016, 14min, SP

Abigail, de Isabel Penoni e Valentina Homem, 2016, 16min, RJ / PE

Animal Político, de Tião, 2016, 65min, PE

Another Empty Space, de Davi de Oliveira Pinheiro, 2015, 08min, RS

Antes o Tempo não Acabava, de Sergio Andrade e Fabio Baldo, 2016, 65min, BR (AM – RJ) / ALE

Aqueles Dias em Dezembro, de Felipe Poroger, 2016, 18min, SP

Balada para os Mortos, de Lucas Sá, 2016, 22min, MA – RS

Cinema Novo, de Eryk Rocha, 2016, 92min, RJ

Da Janela pra Consolação, de Dellani Lima, 2016, 17min, SP

GRIN, de Roney Freitas & Isael Maxakali, 2016, 41min, SP

História de uma Pena, de Leonardo Mouramateus, 2005, 30min, CE

Horror, de Leonardo Bomfim, 2016, 23min, RS

Jonas e o Circo sem Lona, de Paula Gomes, 2015, 81min, BA

Jovens Infelizes ou um Homem que Grita não é um Urso que Dança, de Thiago B. Mendonça, 2016, 127min, SP

Muito Romântico, de Melissa Dullius & Gustavo Jahn, 2016, 72min, ALE / BR

O Caseiro, de Jonathas de Andrade, 2016, 7min, PE

O Estranho Caso de Ezequiel, de Guto Parente, 2016, 71min, CE

O Teto Sobre Nós, de Bruno Carboni, 2015, 22min, RS

O Último Dia Antes de Zanzibar, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, 2012, 21min, RS

O Último Trago, de Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti, 2016 92min, CE

Outubro Acabou, de Karen Akerman, Miguel Seabra Lopes e Antonio Akerman Seabra, 2015, 23min, RJ

Retalho, de Hannah Serrat, 2015, 22min, MG

Rifle, de Davi Pretto, 2016, 88min, RS

Ruby, de Luciano Scherer, Jorge Loureiro, Guilherme Soster, 2015, 17min, BR (RS) / URU

Saturno em Escorpião, de Cris Ventura, 2016, 21min, MG – GO

Sesmaria, de Gabriela Richter Lamas, 2016, 20min, RS

Sob Águas Claras e Inocentes, de Emiliano Cunha, 2016, 17min, RS

Superquadra Saci, de Cristiano Lenhardt, 20min, 2016, PE

Temporal, de Gabriel Honzik, 2016, 13min, RS

Woman Without Mandolin, de Fabiano Mixo, 2015, 5min, BR (RJ) / ALE

 

 

O CEN é uma realização da ACENDI – Associação Cine Esquema Novo de Desenvolvimento da Imagem, em correalização com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, através da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal de Cultura e Goethe-Institut Porto Alegre; coprodução da Pátio Vazio e apoio institucional do Instituto Ling, Departamento de Artes Visuais e Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS e Tecna – Centro Tecnológico Audiovisual do RS. A identidade visual do CEN 2016 é uma criação do designer gráfico Gustavo Panichi.

 

 

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