CADERNOS DE ARTISTA
BIOGRAFIA DE ARTISTA

Letícia Ramos é uma artista cientista que pesquisa os impactos que fenômenos geológicos e climáticos podem ter na imaginação. A partir de fenômenos naturais e efeitos ópticos, cria conexões simbólicas entre política, ciência e imaginação na interseção entre o futuro e o passado. Cria paisagens imaginárias, narrativas e fabulações que se formalizam em fotografias, instalação, filme e performance. Em sua rigorosa investigação do meio e da matéria fotográfica, utiliza modelos e técnicas de efeitos especiais analógicos.

Seus trabalhos estão em coleções como Fundação Botín, Novo Museu de Mônaco, Kadist, Itaú Cultural, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Instituto Moreira Salles e Pinacoteca do Estado de São Paulo. Atualmente participa do programa de investigação artística OCEANS EDGE, projeto concebido pela Pivô e Invisible Dust (UK), que funde ciências oceânicas e arte contemporânea, em uma investigação sobre o futuro do Oceano Atlântico.

Letícia Ramos é uma artista cientista que pesquisa os impactos que fenômenos geológicos e climáticos podem ter na imaginação. A partir de fenômenos naturais e efeitos ópticos, cria conexões simbólicas entre política, ciência e imaginação na interseção entre o futuro e o passado. Cria paisagens imaginárias, narrativas e fabulações que se formalizam em fotografias, instalação, filme e performance. Em sua rigorosa investigação do meio e da matéria fotográfica, utiliza modelos e técnicas de efeitos especiais analógicos.

Seus trabalhos estão em coleções como Fundação Botín, Novo Museu de Mônaco, Kadist, Itaú Cultural, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Instituto Moreira Salles e Pinacoteca do Estado de São Paulo. Atualmente participa do programa de investigação artística OCEANS EDGE, projeto concebido pela Pivô e Invisible Dust (UK), que funde ciências oceânicas e arte contemporânea, em uma investigação sobre o futuro do Oceano Atlântico.

Acesse o site: Mendes Wood DM
CONHEÇA O ATELIÊ DA ARTISTA
OBRAS SELECIONADAS

ERBF-Câmera Instantâneo Sequencial (1,2)

2007, 02min38seg | 35mm

Utilizando uma câmara pinhole cinematográfica de 35mm com 24 perfurações — construída pela artista — o projeto ERBF captura imagens panorâmicas inusitadas da cidade de São Paulo, tendo como alvo principal as torres de celular. Esta investigação resultou em 5 filmes de 1 minuto que retratam as “cidades-torre”.

Fotogramas em 35mm

Câmera Pinhole Cinematográfica construída pela artista

Em 2012, cientistas da base de investigação russa VOSTOK conseguiram recolher amostras de um lago a 4 km abaixo da superfície gelada. Estas amostras são “cápsulas do tempo” de uma era em que o continente da Antártida começou a gelar. Curioso sobre a existência de vida e de uma paisagem pré-histórica nas profundezas do oceano, um cientista russo enviou um submarino em miniatura até às águas geladas de um lago subglacial. Estes planos, descobertos no futuro, contêm uma investigação sobre a representação da vida marinha no Polo Sul, com lagos subpolares, submarinos russos, eras pré-glaciares e as luas de Júpiter.

[VOSTOK]

2014, 07min30seg | 35mm

Cópia em 35mm cedida pela galeria Mendes Wood DM

Maquete construída para a realização da obra

Storyboards de Vostok

GRÃO

2007, 02min38 | Filme 16mm

O filme conta a história de uma colônia humana num planeta incógnito, onde um antigo silo de cereais foi construído. Fenômenos naturais e mudanças climáticas fazem o silo quebrar e uma estranha plantação começa a crescer. Projeto vencedor do Prêmio Videoarte, concedido pela Fundação Joaquim Nabuco. Projeto totalmente realizado com maquetes e manipulação de imagens microscópicas de arquivo em maquete de estúdio no atêlie aberto do PIVÔ – Arte e Pesquisa em São Paulo, Brasil.

Imagens de Making Of

Maquetes construídas para a realização da obra

Storyboards de Grão

O filme experimento recria a fórmula presente no ensaio de Immanuel Kant. Escritos sobre o Terremoto de Lisboa, em que descreve o processo químico da simulação de um terremoto:

“Não é difícil para um investigador da Natureza simular os fenômenos. Peguemos vinte e cinco libras de limalha de ferro, noutras tantas de enxofre, e misturemo-las com água vulgar. Em seguida, enterremos esta massa a um pé ou pé e meio de profundidade e calquemos bem a terra que a cobre. Decorridas algumas horas, poderemos observar a liberação de um fumo espesso, a terra estremecerá e chamas irromperão do solo. 

Não é difícil para um investigador da natureza simular seus fenômenos

2018, 07min22seg | 16mm

Imagens de Making Of

Maquete construída para a realização da obra

Storyboards de Não é difícil para um investigador da natureza simular seus fenômenos

A Noite Azul / The Blue Night

2017, 04min | Microfilme transferido para vídeo HD

Por volta de 1827, Hercule Florence descreveu em seu diário de bordo Viagem Fluvial do Tietê ao Amazonas, uma região de abruptas formações rochosas próximo à Serra de São Gerônimo. Durante uma difícil subida e descida de cachoeiras, Hercule aproveitou para observar e desenhar a incrível paisagem. Provavelmente, o momento mais mágico de sua jornada. O filme The Blue Night reconstrói o movimento estelar das nuvens e as sombras por trás das pedras emblemáticas da Chapada Diamantina. Influenciado pelos “tableaux transparentes” e pela “estereopintura”, o filme fala de uma noite imaginária perdida no tempo e no espaço. O filme, rodado com a técnica de stop motion, foi feito utilizando todo o processo de microfilme atual ainda em uso no Brasil para cópia e preservação de documentos legais. O conjunto foi composto com muitas camadas e pequenos modelos por uma mesa de câmera de microfilme regular. O som projetado misturou o canto dos pássaros noturnos e um espaço sonoro montado dessa região mágica. A trilha sonora original foi gravada em uma performance de estúdio ao vivo com um instrumento musical eletrônico, o Teremin, e uma orquestra de sintetizador analógico.

Imagens de Making Of e maquetes do projeto

Gelatina de Prata e Fotograma Poliptico

Fotografia Polaroid a partir de câmera-lupa

Ilha Nula / Null Island

2020, 6min | Vídeo HD e animação stop motion (imagens de webcam e modelos)

Null Island foi construído usando imagens apropriadas de webcams localizadas no Dark Sector da estação Amundsen-Scott no Pólo Sul, na Antártida. Câmaras em direto captam uma fotografia a cada 90 segundos, que são depois compiladas e usadas pela artista numa animação stop motion. Os fenómenos naturais que ocorrem na paisagem foram assim condensados: horas de filmes transformam-se em segundos, revelando as maravilhas naturais que seriam invisíveis ao olho humano por causa da sua extensa temporalidade. Null Island também contém imagens captadas pela artista na Antártida e imagens produzidas com modelos num estúdio em São Paulo, durante o confinamento da Covid19.  O filme foi comissionado por Jeu de Paume e exibido no espaço virtual do no programa “Futurs d’avant”.

Null island é localizada a 0°N 0°E, onde o meridiano primário e a linha do equador se cruzam. Uma bóia no Atlântico marca a localização. Este hipotético plano existe apenas na matemática e na cartografia: foi criado para indexar outras áreas num mapa. No filme Null Island, a ciência é o pano de fundo para uma história que fala sobre isolamento e solidão. Seguimos a perceção que um cientista tem de um estranho fenómeno numa paisagem polar: uma esfera metálica que não pode ser capturada por câmaras e é visível apenas por humanos e animais.

DROP SPIKE

2021, 5min | Vídeo 16mm transferido para vídeo HD

Null island é localizada a 0°N 0°E, onde o meridiano primário e a linha do equador se cruzam. Uma bóia no Atlântico marca a localização. Este hipotético plano existe apenas na matemática e na cartografia: foi criado para indexar outras áreas num mapa. No filme Null Island, a ciência é o pano de fundo para uma história que fala sobre isolamento e solidão. Seguimos a perceção que um cientista tem de um estranho fenómeno numa paisagem polar: uma esfera metálica que não pode ser capturada por câmaras e é visível apenas por humanos e animais.

Instalação — DROP SPIKE

Frames do filme

Imagens de Making Of