CADERNOS DE ARTISTA

Souvenirs (Ornaments)
2026, 6min Portugal/Canadá/Brasil

data e hora da sessão

Galeria MAC

Souvenirs (Ornaments)

O edifício se encontra no lugar da primeira paróquia erguida para comemorar a reconquista da cidade no século XII. Os símbolos em sua fachada outrora o situavam em redes globais de distinção e poder. Agora o espalham por geladeiras por aí.
Ficha técnica

Direção: Gabriel Menotti
Produção: Gabriel Menotti
Produção Executiva: Gabriel Menotti
Direção de Arte: Gabriel Menotti
Som: Bruno Hanstenheiter

Montagem/Edição: Gabriel Menotti, Andrei Pora
Elenco: Fan Wu, Isabella Altoé
Animação: Gabriel Menotti                                                                                                    Roteiro: Gabriel Menotti

BIOGRAFIA DE ARTISTA

Gabriel Menotti é curador e realizador independente. Trabalho como professor no Departamento de Cinema e Mídia da Universidade de Queen’s, Ontário. Já publicou extensivamente sobre temas relacionados à imagem e tecnologia. Seu último livro é a coletânea “Barbarian Currents: Half a Century of Brazilian Media Arts” (co-editador com German Alfonso Nunez). Coordena a rede de pesquisa Besides the Screen.

 

FILMOGRAFIA

Rocha Matriz (com Miro Soares, 2020, 25′)                                                      0fps: Southbank (2011, 1’45”)                                                                      Primeira Paróquia do Cristo Sintético (2010, 11′)                                              faca só lâmina (2008, 1’57”)                                                                                    A Fluo Dança (2003, 3’20”)                                                                       Profissão de Fé (2002, 50″)

CARTAZ DA OBRA
Memorial Descritivo

Souvenirs (Ornaments) é uma meditação sobre as relações entre mídia e patrimônio calcada na arquitetura do Palácio Iglesias, em Lisboa. O Palácio Iglesias é um museu, mas não é. Este edifício neoclássico ergue-se no terreno da primeira paróquia de Nossa Senhora dos Mártires, construída para comemorar a reconquista da cidade dos mouros no século XII. Desde a sua aquisição pelos Fundos de Pensões do Banco de Portugal, o Palácio permanece completamente fechado ao público.

Os ornamentos da sua fachada, que outrora situavam o edifício em redes globais de distinção e poder, permanecem como vestígios de uma vida cultural anterior, muito mais rica. Se esses símbolos desaparecessem, o que aconteceria às histórias que representam?

Tomando as cópias baratas como tecnologias de compressão de informação, Souvenirs (Ornamentos) propõe uma espécie de memética da quinquilharia: de todos os objetos despretensiosos que, ao mesmo tempo que possibilitam a domesticação de grandes símbolos culturais, também podem servir como veículos para rituais religiosos, agendas institucionais e memória cívica.

Palácio das Belas Artes Lisboa, ponto de partida da obra Souvenirs

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